[ Sobre mim ]
Nome:
Maria Rafaela Marinho
Idade:
24 anos
Aniversário:
24 de abril
Cidade:
Brasília - DF
Nasci em:
Natal -RN

[ Contato ]
rafaela_marinho@yahoo.com.br
rafmarinho@hotmail.com


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sexta-feira, 2 de setembro de 2005



ou


E agora?

E o momento da decisão está cada vez mais próximo. Tenho tentado não me preocupar com ele por enquanto, e focar meus pensamentos apenas nas coisas mais urgentes, que vão fazer com que esse momento se torne possível, como as provas esse mês, por exemplo.

Quando estamos na faculdade, mesmo que tenhamos muitas responsabilidades já, ainda temos a desculpa de sermos estudantes, e nossos erros são mais facilmente desculpáveis. Mas a aproximação da formatura traz uma ansiedade maravilhosa, uma grande expectativa com relação às comemorações, uma sensação de dever cumprido, mas traz também um medo de encarar o futuro e a inevitável pergunta: E agora?

Para mim, particularmente, esse momento ainda vai trazer mais dúvidas. E a principal delas é se devo permanecer aqui em Brasília, onde estou mais perto do poder, das grandes decisões e posso ter muito mais sucesso profissional ou voltar para Natal, onde também terei um emprego, não tão bem remunerado quanto aqui em Brasília, mas terei, em contrapartida, meus pais e familiares ao meu lado sempre que quiser. O que devo escolher: o dinheiro, maiores chances de ter sucesso profissional ou o amor, e a possibilidade de poder demonstrá-lo com maior freqüência?

Ficar em Brasília, um lugar mais desenvolvido, onde tenho liberdade, onde posso ser apenas eu sem me preocupar tanto com o que os outros acham ou voltar para Natal, uma cidade menor, onde todo mundo se conhece e as pessoas dão conta de absolutamente tudo que você faz?

Ficar em Brasília, onde construí algumas boas amizades ao longo desses 4 anos e das quais certamente sentirei muita falta ou voltar para Natal, para os meus velhos amigos, alguns dos quais a vida cuidou de distanciar?

Ir para a Lagoa do Bomfim no fim de semana, comer foundee com Mari e Marcelo, brincar com meu cachorro, almoçar no domingo com meus pais, ter o mar ali, sempre ao meu lado (mesmo não gostando muito de praia) ou ir caminhar no Parque da Cidade, fazer compras na Feira do Paraguai e nas inúmeras feiras de Brasília (das quais aprendi a gostar muito), ir ao cinema na Academia de Tênis, sentar no Mormaii e ver um pôr-do-sol incrível, tomando um açaí, ir para a varandinha do Porcão com Marcinha e Jener no final de tarde do domingo e ficar lá conversando besteira até meia-noite, mesmo tendo que acordar cedo na segunda.

Confesso que essa dúvida está me matando e que, por mais que eu não queira me preocupar com isso agora, essas perguntam não saem da minha cabeça. Às vezes penso que ficar é o melhor, mas sei que muitas vezes é porque simplesmente não tolero algumas coisas em Natal e na cabecinha bitoladas das pessoas de lá. Mas por outro lado, não consigo deixar de pensar que o lugar ao qual pertenço, de verdade, é exatamente aquele que deixei para trás...

Ou não?

:: Enviado por rafaelamarinho - 15:35:02 ::
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sexta-feira, 24 de junho de 2005


O tempo não passa

São exatamente 15:19h. Estou sentada na minha mesa, olhando para o processo de 4 volumes ao meu lado. Em tese, teria que lê-lo hoje e fazer a decisão, mas como não têm chegado muitos processos nos últimos dias e meu escaninho está praticamente vazio, acho que não vão se importar se eu simplesmente enrolar um pouco e não o fizer. Do outro lado as sala, alguém ligou uma televisão portátil para assistir a algum jogo de futebol que está passando. Bem, se as outras pessoas podem assistir ao jogo, então eu também posso ficar sem trabalhar, também em tese.

A questão não é má-vontade, ou não gostar do meu trabalho. É só que eu não dormi bem essa noite, e estou com muito sono. Do contrário, eu encararia os 4 volumes de processo numa boa, até com uma certa satisfação. 15:26h. Não acredito que só se passaram 7 minutos. Bem, como cheguei aqui às 13:30h então poderei ir embora às 17:30, o que me dá ainda duas horas e trinta e três (agora já são 15:27h) de trabalho ainda. Bom, tenho que fazer alguma coisa para o tempo passar mais rápido. Ok, vou fazer o relatório do processo, Já é alguma coisa. Oba, a ementa do acórdão recorrido é enorme. Vou digitá-la, assim quem passar vai ver que eu estou trabalhando, e isso vai ajudar o tempo a passar.

15:53. 27 minutos digitando uma ementa!!! E olha que eu digito rápido, graças à prática que adquiri teclando horas e horas com 38 pessoas diferentes, ao mesmo tempo, no Mirc, na minha adolescência (hoje em dia não acredito quanto tempo perdia falando com gente que eu nunca vi na vida. Era muita falta do que fazer). Tudo bem que enquanto digitava, rolou aqui uma pequena discussão sobre Handball. Um colega meu disse que é muito sem graça, porque não é futebol, não é basquete, não é nada! É Handball, ora bolas! Como boa ex-praticante do esporte, fui defendê-lo.

Continuando com o relatório do processo, vi que foram opostos embargos declaratórios (desculpem as pessoas que não são dá área jurídica, são só alguns termos técnicos), o que significa que também terei que colocar a ementa no relatório. Não é tão grande quanto a outra, mas dessa vez vou tentar digitar bem devagar, sem olhar para o relógio uma única vez (que, aliás, está marcando 16:03h).

16:18h. Mais quinze minutos se passaram. O que dá uma hora desde que comecei o relato trágico da minha tarde. Essa história de digitar devagar me deixou com mais sono ainda. Agora não paro de abrir a boca, e meus olhos estão quase se fechando. O pior é que qualquer coisa que eu faça a mais na decisão vai requerer a leitura de pelo menos um agravo de instrumento e de um recurso especial, o que, com esse sono, é praticamente impossível. Já sei, vou fumar um cigarro. Volto já!

16:35. Nada de o tempo passar. Vou ali no computador ao lado dar uma olhada nos meus e-mails, já que não tenho acesso à internet desse computador, para ver se me mantenho acordada.

Voltei. 19 minutos desde o nosso último contato. Nesse tempo, comprei um DVD pela internet e escolhi a imagem que vou colocar no meu blog antes desse post, que será publicado dentro de 30 minutos, mais ou menos. Isso porque faltam apenas 35 minutos para eu ir embora. Só que não sei mais o que fazer. Seria muita cara de pau abrir uma revista de palavra cruzada e começar a fazer aqui, na frente de todos. Se bem que minha mesa é meio escondida... e ninguém veria.

Pronto. Agora são 17:22h. Definitvamente é hora de começar a me organizar para ir embora. O primeiro passo é me despedir de vocês e publicar esse texto no meu blog. Depois, é só fechar as coisas, organizar minha mesa e, finalmente, casa. Antes, tenho que passar na farmácia, mas tudo bem.

Bom, demorou, mas finalmente o tempo passou. Assim é a vida, às vezes queremos que ele passe, outras simplesmente aproveitamos cada segundo. E assim vamos vivendo. Bom fim de semana a todos.

Rafaela Marinho

:: Enviado por rafaelamarinho - 17:25:39 ::
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segunda-feira, 20 de junho de 2005


A ilusão de te amar.

Durante muito tempo te amei, é verdade. Durante muito tempo você foi a pessoa mais importante da minha vida, mesmo quando não estávamos mais juntos. E alimentei a cada dia a ilusão de um dia poderíamos ficar juntos, reviver aquele amor que um dia foi tão bonito. Só que dessa vez sem erros, sem decepções.

Entretanto, refletindo um pouco, cheguei a conclusão de que não posso mais te amar. Não posso mais te amar porque não te conheço mais, não sei mais quem você é. Sou incapaz de responder perguntas simples sobre a sua vida, como o perfume que você usa ou o último CD que comprou. Não conheço mais seus amigos, não sei mais se você ainda gosta daquela cor de camisa, ou se prefere comédia ou suspense.

Nossas vidas tomaram rumos diferentes. Eu deixei de fazer parte da sua, mesmo você não tendo deixado de fazer parte da minha por bastante tempo. Mas durante todo esse tempo, foi a ilusão que alimentou esse amor. A ilusão de que você seria a pessoa que sempre quis que fosse. Embora eu conhecesse seus defeitos, para mim eles não existiam. Hoje descobri a verdade que de que tanto precisava: que não posso mais te amar. O que eu amo, de fato, é a ilusão de te amar.

Rafaela Marinho

:: Enviado por rafaelamarinho - 16:18:28 ::
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sexta-feira, 17 de junho de 2005


Encontros e desencontros

À medida que o tempo foi passando, ela foi se tornando cada vez mais íntima daquelas pessoas à sua volta. Dividiu sonhos, atravessou dificuldades, vivenciou momentos de muita alegria. Agora ela estava ali, parada, olhando para cada um atentamente. Revivendo algum momento especial com cada uma delas. Ela saberia que em breve não mais estaria com eles. E ficou se perguntando se sentiriam sua falta da mesma forma como ela sentiria deles. Não saberia responder. E não ousava perguntar. O que eles pensavam dela? Será que a achavam bonita, simpática, atraente. Não importava mais. A vida deles iria continuar, com ou sem ela. Só esperava ser lembrada com carinho.

Rafaela Marinho

:: Enviado por rafaelamarinho - 16:14:04 ::
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segunda-feira, 11 de abril de 2005


Inspiração... ausência de

Minha inspiração anda em baixa de uns tempos pra cá. Parece que não consigo encontrar as palavras certas para descrever meus sentimentos, que são muitos e que se confundem... A vida anda numa correria grande, e quando chego em casa, sou tomada por uma exaustão tamanha que não quero fazer outra coisa, a não ser dormir. Não tenho forças para escrever, e quando tento, fico olhando para o papel em branco, com os olhos quase fechando, completamente dominada pelo sono e pelo cansaço.
Mas queria dizer que estou viva, e bem. E que mesmo que as palavras não estejam mais vindo ao meu encontro com a mesma facilidade com que costumavam vir, por enquanto, tenho certeza que muito em breve nós voltaremos a nos enciontrar.

Rafaela Marinho

:: Enviado por rafaelamarinho - 15:30:14 ::
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segunda-feira, 4 de abril de 2005


Let me try again
(Frank Sinatra)

I know I said that I was leaving,
But I just couldn't say good-bye.
It was only self-deceiving
To walk away from someone who
Means everything in life to you.
You learn from every lonely day
I've learned and I've come back to stay.
Let me try again
Let me try again.
Think of all we had before,
Let me try once more.
We can have it all, you and I again.
Just forgive me or I'll die.
Please let me try again.
I was such a fool to doubt you,
To try to go it all alone.
There's no sense to life without you.
Now all I do is just exist
And think about the chance I've missed.
To beg is not an easy task,
But pride is such a foolish mask.
Let me try again
Let me try again.
Think of all we had before,
Let me try once more.
We can have it all, you and I again.
Just forgive me or I'll die.
Please let me try again.

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quinta-feira, 10 de março de 2005


Mais um dia...

Mais um dia chegou ao fim... Entre aulas, processos, telefonemas, projetos de lei, mais aulas, risadas, conversas, cigarros... mais um dia chegou ao fim!

E com o final dele vem o cansaço... mas é um cansaço bom, que vale a pena. Vale a pena pois tenho a certeza de que não foi apenas mais um dia, por mais que nada de tão especial tenha acontecido. Não foi apenas mais um dia porque foi o meu dia. Porque realizei meu trabalho da melhor maneira possível, porque consegui tirar aquela dúvida de Sucessões que estava tirando o meu sono, porque liguei para aquele amigo com o qual não falava desde o ano passado, porque bati papo com os colegas de trabalho, porque fumei um cigarro com os amigos no intervalo da faculdade, porque falei com minha irmã que mora em São Paulo, porque assisti a Friends quando cheguei em casa morta de cansada, porque dormi bem, me preparando para o próximo dia.

Não foi apenas mais um dia porque a vida nada mais é do que uma seqüência de dias... e se eu não fizer de cada um deles "o dia", o que terá sido minha vida ao final deles? Vale a pena pensar sobre isso...

Rafaela Marinho

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terça-feira, 8 de março de 2005


Saudade...

Animais de estimação deviam ser eternos. Não devíamos passar nunca pelo sofrimento de perder um bichinho, principalmente aqueles que fizeram parte da nossa infância, que acompanharam nosso crescimento... Ano passado eu tinha 3 cachorros. Hoje só tenho um. Duas delas se foram. A primeira, já velhinha, em setembro e agora mais uma... Bibi. Minha fofinha. Minha lesinha.

Já não convivia todos os dias com ela, que estava em Natal, na casa dos meus pais. Mas sempre que eu ia para lá sabia que ela estava me esperando, com seu jeitinho meigo e doce, sua pose elegante e suas patinhas cruzadas quando se sentava. Agora não vou poder mais brincar com ela... não vou poder mais deitar no sofá do terraço e ler um livro com ela sentada (sempre com as patinhas cruzadas) ao meu lado. Não vou mais poder ficar olhando para ela da janela do quarto dos meus pais. Não vou mais poder apertá-la com bem força, pegá-la em seus braços e jogá-la para cima...

Minha bibizinha... tão meiga que chegava a ser um tanto lesa, motivo pelo qual recebeu o apelido de Luciana Jimenez (ta bom, sei que a cachorra não merecia isso). Uma criatura adorável, que virava uma verdadeira leoa para proteger seus filhotes. Lembro da primeira noite que ela passou lá em casa, no dia que a compramos, juntamente com seu irmão doido (o único que ainda vive). Lembro do dia que tive que sair com um ex-namorado tarde da noite a procura de um veterinário porque ela estava tendo filhotes (nós mal sabíamos que ela era perfeitamente capaz de se virar sozinha). Lembro de tantos dias comuns, que eu chegava da escola e descia para ir brincar com ela... a única imagem que eu não quero lembrar é a que não vi, mas insiste em povoar minha menta: a dela se afogando na piscina, sem forças para subir (sim, ela sabia como sair) por causa dos remédios que tinha tomado. Não quero imaginar por quanto tempo ela ficou lá tentando viver, fazendo força para sair até já não tivesse mais forças. Não quero imaginar a cena de quem a encontrou lá, morta. Isso eu quero esquecer, apesar de ainda não conseguir.

Quero lembrar dela sempre alegre, sempre feliz, sentada com as patinhas cruzadas. Quero lembrar dela correndo pelo jardim. Quero lembrar dela entrando de mansinho na cozinha na hora do almoço e deitando embaixo da mesa, talvez na esperança de ganhar um pouco de comida. Quero lembrar dela como nessa foto, linda!

Animais de estimação deviam ser eternos. Para mim você sempre será. Pois eu nunca serei capaz de te esquecer, minha Bibi.


Rafaela Marinho

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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2005

Oi gente...

Tenho recebido muitos comentários de pessoas que elogiam meus textos e dizem querer manter contato. Fico muito grata e ralizada ao saber que o que escrevo agrada, mas não tenho como responder aos comentários pois essas pessoas não deixam e-mail ou o endereço de um blog. Peço a todos que quiserem de fato manter contato, que se identifiquem ou me escrevam. Meus e-mail estão aí ao lado. Vocês também podem me encontrar no Orkut e no Gazzag, com o nome de Rafaela Marinho. Sei que tem mais de uma, mas sou a única de Brasília. Obrigada!

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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2005


Paixão antiga

Outro dia entrei no Orkut dele, só para ver como anda sua vida. Fiquei feliz em saber que ele está bem, mas fiquei triste em saber que ele está apaixonado, fazendo planos com outra pessoa. Peguei-me a relembras os momentos que passamos juntos... não foram tantos quanto eu gostaria, mas são a única lembrança que tenho... e é a elas que me apego e nutro a esperança de um dia reviver esse grande amor... mesmo sabendo que as chances são poucas.

Perguntei-me se ele lembra de mim. E se lembra, de que forma? Com o mesmo carinho e a saudade com que lembro dele? Provavelmente não. Como eu disse, ele está amando... e feliz.

Entretanto, nos meus sonhos e nas minhas ilusões ele sempre pensa em mim e nós, de uma forma ou de outra, acabamos nos encontramos e vivendo, da forma correta, esse grande amor. No passado, já nos magoamos, já tentamos duas vezes... da primeira a culpa foi minha, mas da última foi dele... a terceira vez, nos meus sonhos, será definitiva. Sem rompimentos, sem brigas, sem mágoas... apenas amor e felicidade.

Mas as chances de que isso ocorra são ínfimas. O que eu preciso, na verdade, é parar de pensar nele e encontrar alguém que preencha o vazio do meu coração e que me faça feliz. Mas simplesmente não consigo...

Rafaela Marinho

______________________________

"Paixão antiga sempre mexe com a gente
É tão difícil esquecer
Basta um encontro por acaso e pronto
Começa tudo outra vez..."

Tim Maia

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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2005


Apenas um desabafo

As pessoas têm a capacidade de nos surpreender. E é muito gratificante quando essa surpresa é positiva. Não dá para descrever a felicidade que sentimos ao reencontrar um velho amigo, por exemplo, e ver o seu progresso, seu amadurecimento. Ver que os valores e princípios que devem nortear a vida de um ser humano não foram esmagados pela loucura desse m undo.

Mas o que fazer quando vemos que alguém de quem gostamos e de quem éramos íntimos tornou-se um completo desconhecido? Que as atitudes dessa pessoa não condizem mais com as de uma vida interia? Que ela simplesmente deixou-se levar por alguma novidade, chegando ao ponto de ferir os sentimentos alheios?

Não tolero pessoas que deixam que algo suba-lhe à cabeça. Que esquecem quem foram a vida inteira quando esse novo acontece. Para mim elas são fraca, por não conseguirem manter-se leais nem aos seus próprios sentimentos. Às vezes até sem se dar conta do que estão fazendo, essas pessoas deslumbradas acabam por ferir as outras, com comentários maldosos, com a clara intenção de humilhar e magoar.

O que fazer? Não sei você, mas eu prefiro o distanciamento. Sem rompimentos, é claro. Apenas crio uma barreira entre mim e esse tipo de gente, fazendo-me conviver apenas socialmente, conversando apenas sobre trivialidades, com a devida polidez, naturalmente. Convívio ocasional, sem ao menos ter vontade de telefonar...

Se é a conduta mais apropriada? Não sei... mas eu sou assim!

Rafaela Marinho

:: Enviado por rafaelamarinho - 16:54:34 ::
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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2005


Here, there and everywhere
(Lennon/McCartney)

"To lead a better life,
I need my love to be here.
Here, making each day of the year
Changing my life with a wave of her hand
Nobody can deny that there's something there.
There, running my hands through her hair
Both of us thinking how good it can be
Someone is speaking but she doesn't know he's there.
I want her everywhere
and if she's beside me I know I need never care.
But to love her is to need her
Everywhere, knowing that love is to share
each one believing that love never dies
watching her eyes and hoping I'm always there.
I want her everywhere
and if she's beside me I know I need never care.
But to love her is to need her.
Everywhere, knowing that love is to share
each one believing that love never dies
watching her eyes and hoping I'm always there.
I will be there, and everywhere.
Here, there and everywhere".

:: Enviado por rafaelamarinho - 13:12:17 ::
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quinta-feira, 27 de janeiro de 2005


Olhos tristes

Olhos tristes, não aqueles que vejo, mas aqueles pelos quais vejo o mundo. Tristes por terem visto a verdade que o coração já sabia, mas não queria aceitar. Tristes por saberem que não mais olharão para aqueles outros olhos, tão cheios de vida e de mistério. Tristes por não conseguirem se fechar sem que por eles desçam outras lágrimas. Tristes por perceberem que todo o sentimento foi em vão. Tristes por lamentarem que toda a esperança tenha sido enterrada. Tristes por não serem capazes de afastar a angústia e aflição que sentem ao final do dia, quando se fecham. Mas reconfortados, por terem a certeza de que um dia, por mais que demore, voltarão a se abrir sem sofrer.

Rafaela Marinho

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terça-feira, 18 de janeiro de 2005


Linhas em branco

Depois de virar de um lado para o outro da cama, imaginando como seria o reencontro dos dois, ela acendeu a luz, pegou um caderno e uma caneta e decidiu escrever. No primeiro momento, as palavras não vieram e ela apenas ficou lá, parada, olhando para as linhas em branco que desejavam ser preenchidas. Assim como as linhas em branco de sua própria vida.

Sabia que as chances desse reencontro ser bem sucedido eram bastante remotas. Além das limitações geográficas, havia todo um passado, com erros de ambas as partes, a ser superado. Mas sabia também que mais do que tudo, aquilo era o que ela mais queria na vida.

Todas as noites um emaranhado de pensamentos roubavam-lhe o sono, todos relacionados a ele. Mas não naquela noite. Naquela noite ela precisava dormir... Achou que se colocasse seus pensamentos no papel sua mente esvaziaria e ela conseguiria dormir. Seu corpo demonstrava o cansaço de um dia árduo, porém a mente inquieta não a deixava relaxar. Entretanto, agora que o papel estava ali, na sua frente, e a caneta em sua mão, as palavras não vinham, e ela permanecia ohando para as linhas em branco. Vazias com a sua vida sem ele.

Depois de algum tempo finalmente as palavras vieram. Sem fazer muito sentido a princípio, confusas e misturadas, como seus pensmentos. Mas ela não parou. Simplesmente continuou a escrever, sem dar muita atenção ao resultado final, apenas deixando as palavras saltarem de sua mente, esvaziando-a, até dar-se por satisfeita.

Ficou contemplando a página diante de si, com suas preenchidas com seus mais íntimos pensamentos. Sua vida, contudo, continuava vazia sem ele. Pelo menos a mente também estava e, finalmente, ela poderia dormir. Apagou a luz.

Rafaela Marinho


______________________________

Why do birds suddenly appear
Every time you are near?
Just like me, they long to be
Close to you.

Burt Bacharach - Close to you

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quarta-feira, 12 de janeiro de 2005


Resoluções de ano novo

Agora que o fim de ano e toda aquela festividade já passaram, sinto-me à vontade para voltar a escrever... já deu para perceber, mas não gosto muito de festividades de final de ano. Acho que as pessoas criam uma ilusão de que com o novo ano que chega as coisas vão melhorar... que só porque é ano novo suas dívidas não mais existirão, acordarão magras e belas como sempre sonharam ser, seu príncipe encantado (ou princesa) baterá à sua porta sem mais nem menos, ganharão na loteria, conseguirão um emprego melhor ou simplesmente conseguirão colocar suas vidas nos trilhos.

Claro que todas essas são coisas pelas quais se vale a pena lutar, mas essa luta deve ser diária e constante... não de uma hora para outra, não só porque o dia 31 de dezembro deu lugar ao dia 1º de janeiro e um novo ano teve início. Não. Devemos lutar pelos nossos sonhos e construir uma vida sólida e feliz todos os dias, em cada novo amanhecer...

Essa coisa de passagem de ano é apenas mais uma das muitas que nos foram impostas pela sociedade ao longo dos anos e com a qual temos que conviver, quer queiramos ou não. Listas de resoluções de ano novo, de metas a serem alcançadas de nada valem se ficarem guardadas do fundo da carteira ou de uma gaveta esperando que as leiamos no próximo dia 31 de dezembro, para ver quais conseguimos cumprir...

Mas se você já fez tais listas, deixe-as coladas no espelho do banheiro, na porta do guarda-roupa ou em qualquer outro lugar onde você consiga vê-las sempre, e faça dessas suas metas e resoluções para toda vida, lutando para alcançá-las todos os dias do ano, não importando o mês...

Rafaela Marinho

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sexta-feira, 31 de dezembro de 2004

Este blog não acabou, está apenas de férias... semana que vem retomo as minhas atividades normais e as férias acabam... estarei de volta a Brasília. É quando retomarei as atividades dos meus dois blogs... até lá e uma ótima virada de ano para todos!!!

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sexta-feira, 26 de novembro de 2004


Nota pessoal

Escrevi o texto do último post alguns dias antes de publicá-lo, quando parecia que minha vida tinha desandado totalmente. Ontem, ou seja, um dia depois de o texto estar aqui no blog, recebi algumas notícias boas, que tenho certeza que trarão novos ânimos para a minha vida. Ainda não sei ao certo o que vai acontecer, mas tenho certeza que as surpresas a mim reservadas são muito boas...

Esse é só um exemplo de como a vida pode mudar, como podemos nos sentir melhores e mais animados diate das dificuldades, em um único dia...

Rafaela Marinho

:: Enviado por rafaelamarinho - 14:57:42 ::
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quarta-feira, 24 de novembro de 2004


Nevoeiro dentro de mim

O que está acontecendo comigo? O que estou fazendo com a minha vida? Tenho me feito essas perguntas várias vezes ultimamente, na esperança de descobrir o porquê de as coisas estarem dando errado para mim.

Olho ao meu redor e percebo que as coisas estão fora de seus lugares, literalmente. E não consigo organizá-las. Parece que aquela pessoa forte e determinada, que sabe exatamente o que quer, deu lugar a uma outra, que não tem forças para lutar, que cansou de todas as dificuldades, que não sabe mais o que quer.

Perco mais tempo imaginando e sonhando como eu gostaria que as coisas fossem do que vendo, de fato, como elas são e tentando melhorá-las. Cada vez mais me convenço que o lugar ao qual pertenço é exatamente aquele que deixei para trás, mesmo sabendo que isso não é o melhor para mim.

Fico a imaginar situações impossíveis, a vivenciar amores inatingíveis, amizades inalcansáveis, sonhos improváveis. E enquanto isso não vejo a vida passar diante de mim, com todas as suas probabilidades e possibilidades. Não consigo ver a vida pois minha visão está foi turvada por um grande, imenso nevoeiro, que se instalou dentro de mim...

Rafaela Marinho

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quarta-feira, 17 de novembro de 2004


Seu jeito...

você tem um jeito todo especial de ser, que me cativa e que me faz pnsar o tempo todo em você. Desde os pequenos gestos do dia-a-dia, que repete sempre, sem ao menos se dar conta, até a forma meio aventureira, inconseqüente, mas ao mesmo tempo responsável de ver a vida. E eu adoro o seu jeito...

Adoro o jeito como você atende apressado o telefone;
Adoro o jeito que você toma vinho;
Adoro o jeito que você ajusta os óculos no rosto;
Adoro o jeito amoroso com que você sempre se refere à sua família;
Adoro o jeito que você beija;
Adoro o jeito que você acorda, com os cabelos despenteados e um pouco de mau-humor;
Adoro o jeito que você toma sorvete;
Adoro o jeito, sempre entusiasmado, que você fala sobre a sua profissão;
Adoro o jeito que você come;
Adoro o jeito que você trata seus amigos;
Adoro o jeito que você fala as gírias malucas que inventa;
Adoro o jeito que você trata seus cahorros;
Adoro o jeito que você canta no chuveiro;
Adoro o jeito como você dança nas boates;
Adoro o jeito metódico que você arruma suas coisas;
Adoro o jeito desajeitado que você corre;
Adoro o jeito como você me olha nos olhos;
Adoro o jeito que você dirige seu carro;
Adoro o jeito que você sorri;
Adoro o jeito que você vive a vida.

A única coisa que eu não gosto é o fato de não ter mais acesso a esses detalhes. De não podermos mais estar juntos e viver a vida do nosso jeito.

Mas, infelizmente, é o jeito...

Rafaela Marinho

:: Enviado por rafaelamarinho - 10:43:52 ::
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quarta-feira, 10 de novembro de 2004


Horário de verão

Como meu pai costuma dizer, "tudo na vida tem um lado bom, com exceção do disco de Wando". Na era do CD e do DVD a piada está desatualizada, mas funciona perfeitamente para o horário de verão.

Não preciso dizer que é muito ruim acordar com o dia ainda escudo e começar a correria diária com sensação de que ainda deveríamos estar dormindo, enrolados em cobertas e edredons e com o ar-condicionado ligado no máximo.

Mas é no fim do dia que vem a recompensa. Saindo do trabalho ainda dá pra ver o sol e aproveitar a hora extra de várias maneiras: ir à praia, caminhar no parque, ir para a academia. ou simplesmente escolher um lugar bonito para ver o pôr-do-sol. Ver o dia se despedir e dar lugar à noite, com toda a sua escuridão e seus mistérios.

E, nos instantes em que o sol já se foi, mas a lua ainda não chegou, somos tomados pela ansiedade gerada pelas surpresas que ela trará consigo, dentre as suas inúmeras possibilidades.

Só não vá perder a hora, porque amanhã o dia começa mais cedo...

Rafaela Marinho

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terça-feira, 9 de novembro de 2004


Uma louca tempestade

"Eu quero uma lua plena
Eu quero sentir a noite
Eu quero olhar as luzes,
que teus olhos não me têm deixado ver
Agora eu vou viver
Eu quero sair de manhã
Eu quero seguir a estrela
Eu quero sentir o vento
pela pele um pensamento me fará
Uma louca tempestade
Eu quero ser uma tarde gris
Quero que a chuva corra sobre o rio
O rio que por ruas corre em mim
As águas que me querem levar tão longe
Tão longe que me façam esquecer de ti
Eu quero partir de manhã
Eu quero seguir a estrela
Eu quero sentir o vento
pela pele um pensamento me fará
Uma louca tempestade
Eu quero uma lua plena
Eu quero sentir a noite
Eu quero olhar as luzes,
que teus olhos não me têm deixado ver
Agora eu vou viver
Eu quero ser uma tarde gris
Quero que a chuva corra sobre o rio
O rio que por ruas corre em mim
As águas que me querem levar tão longe
Eu quero ser uma tarde gris
Quero que a chuva corra sobre o rio
O rio que por ruas corre em mim
As águas que me querem levar tão longe
Tão longe que me façam esquecer de ti"


Intérprete: Ana Carolina
Autores: Totonho Villeroy e Bebeto Alves


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quinta-feira, 4 de novembro de 2004


Apenas um beijo

Nunca fora amigos de fato, mas sempre se deram muito bem. Haviam sido colegas de trabalho. Passaram muito tempo sem se ver, e o reencontro se deu de forma inusitada, sem que ela esperasse. A vida os havia levado para lados diferentes, e de uma hora para outra, resolveu uni-los de novo.

O antigo carinho logo renasceu e, em seguida, uma bela amizade teve início. Tornarm-se inseparáveis. Todos os dias se viam, e quando não dava um telefonema era inevitável, nem que fosse apenas para dizer "oi".

Conversavam sobre tudo, futebol, religião e política inclusive. E o mais importante, é que, por mais que as opiniões divergissem e que o tema em questão fosse polêmico, nunca discutiam. Conversavam besteira também:adoravam falar mal da vida dos outros. Mas também falavam sobre o coração, os temores, a saudade. Tudo fazia parte daquela amizade. Tudo era compartilhado.

Um dia, em uma festa, sentiu falta dele. Não da mesma forma como sempre sentia. Era mais. Sentiu falta do abraço e do carinho dele, mas principalmente dos seus braços fortes a envolvendo. Ficou apreensiva. Tinha medo do que poderia estar sntido. Decidiu manter o segredo. Pela primeira vez desde que se reencontraram, deixou de dividir algo com ele. Ne quando certeza do que estava sentindo.

Ele foi viajar. Pediu que ela o levasse ao aeroporto. Antes de descer do carro trocaram um longo e carinhoso abraço e em seguida ele a beijou. Um beijo curto, mas intenso. Foi apenas um beijo, mas um beijo que descreveu melhor do que um milhão de palavras o que ela sentia, e que agora sabia, ele sentia também.

Não disse nada. Seu sorriso falava por si só. Um outro abraço e se despediram. Várias coisas passaram pela sua cabeça, mas não queria se preocupar naquele momento. Queria apenas deixar a emoção que tomara conta dela fluir. Finalmente, sua vida estava completa...

Rafaela Marinho

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quinta-feira, 14 de outubro de 2004


Criadores da nossa própria história

Quando estou sozinha, deitada na minha cama, de luzes apagadas, esperando o sono chegar, gosto de criar histórias, compor personagens. Muitas vezes me dou conta de que essas histórias não passam da minha própria, da forma como ela foi ou como eu gostaria de tivesse sido, e os personagens são apenas pessoas com as quais convivi ou com quem gostaria de ter passado alguns momentos, ou até mesmo uma vida inteira.

Por que nos preocupamos em criar tantos personagens, em buscarmos tantas histórias quando a nossa própria já daria um excelente livro? Por que tomamos as mais diversas atitudes, muitas vezes até fora do comum, para ingressar na vida de outras pessoas, sejam elas reais ou criadas, e deixamos de lado o personagem principal da nossa existência? Não somos nós tão interessantes quanto os seres saídos do nosso próprio imaginário?

Não quero dizer para deixarmos de ler e escrever, até porque seria uma contradição da minha parte escrever um texto pedindo para que as pessoas parassem de ler. Quero apenas chamar atenção para o fato de que não podemos perder de vista a nossa própria vida, enquanto acompanhamos a dos outros.

Há uma história sendo escrita por nós mesmos todos os dias. Nossa vida pode ser nossa história mais interessante, pois fazemos dela o que queremos. Cabe a nós escolhermos se queremos que ela seja um conto, um poema, uma crônica ou um romance; se queremos que ela seja escrita em versos, rimados ou não, ou apenas em texto corrido, talvez até sem parágrafos; se será um romance, uma aventura ou um texto cômico. E mesmo que não tenhamos tempo de acrescentar um capítulo, uma página ou até mesmo um parágrafo todos os dias, devemos ao menos ler o que já foi escrito, para o caso de serem necessárias pequenas alterações.

Rafaela Marinho

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sexta-feira, 1 de outubro de 2004


A nova febre mundial

Fui apresentada ao orkut há uns três meses atrase, por mais que algumas pessoas discordem, que achem besteira, perda de tempo, "coisa de quem não tem o que fazer", tenho que confessar que encontrei muitas coisas interessantes lá.

Retomei contato com algumas pessoas que há muito não falava, encontrei comunidades interessantes sobre Direito, livros, filmes. Pouco tempo depois de ter sido convidada, já estava "viciada". Sempre que me sobra um tempinho vou lá dar uma espiada, seja em alguma comunidade legal, seja na "vida" de alguém. E adoro quando sou adicionada à lista de amigos de uma pessoa.

No entanto, noto alguns absurdos no orkut. Por exemplo: uma ex-colega de faculdade me adicionou. Mandei uma mensagem perguntando da vida dela, como ela está, essas coisas... e falando um pouco de mim. Recebi uma resposta de três linhas, Mas ela continua lá, na minha lista de amigos.

Outro caso interessante:um cara lá de Natal com o qual eu apenas convivia socialmente é meu fã no orkut. Contudo, não recebi uma única mensagem dele do tipo, "oi, soube que você está morando em Brasília. E aí, como estão as coisas?" nem de nenhum outro tipo. E olha que ele é meu fã!!

Não estou falando mal do orkut. Como já disse, sou viciada e, se tivesse mais tempo, entraria mais vezes. O problema é que, a meu ver, o conceito do site, que é bastante interessante, foi um tanto deturpado. O que vemos hoje é um tipo de competição, onde ganha aquele que tiver mais "amigos" na sua lista. Afinal, quanto mais contatos você tiver, mais popular e importante você será!!

Posso até imaginar pessoas em casa pensando: "Eu não acredito que esse cara tem 136 contatos, enquanto eu só tenho 87!!". E na mesma hora entrando no perfil de todos os seus contatos, procurando amigos dos amigos dos amigos, apenas para não ficar por baixo. E isso acaba virando uma paranóia.

Eu, particularmente, prefiro adicionar pessoas que de fato conheço e com a quais tenho contato. Até já vi várias com as quais convivi nos perfis de meus amigos, mas não me senti a vontade para adicioná-las. Mas também não serei indelicada ao ponto de recusar um convite, caso elas o façam.

E assim continuo acessando o orkut (será que já criaram o termo "orkutando" ou algum semelhante?), conversando com pessoas que gosto ou sobre temas que gosto, sem me preocupar com números. Afinal, eu não tenho que provar nada a ninguém...

Rafaela Marinho

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quinta-feira, 23 de setembro de 2004


MY IMMORTAL
(Evanescence)

I'm so tired of being here
Suppressed by all my childish fears
And if you have to leave
I wish that you would just leave
'Cause your presence still lingers here
And it won't leave me alone

These wounds won't seem to heal
This pain is just too real
There's just too much that time cannot erase

[Chorus:]
When you cried I'd wipe away all of your tears
When you'd scream I'd fight away all of your fears
I held your hand through all of these years
But you still have
All of me

You used to captivate me
By your resonating light
Now I'm bound by the life you left behind
Your face it haunts
My once pleasant dreams
Your voice it chased away
All the sanity in me

These wounds won't seem to heal
This pain is just too real
There's just too much that time cannot erase

[Chorus]

I've tried so hard to tell myself that you're gone
But though you're still with me
I've been alone all along

[Chorus]

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segunda-feira, 20 de setembro de 2004


Feliz engano

Fazia frio lá fora, enquanto ele assisitia a um programa sem graça na TV, esperando o sono chegar. De repente o telefone tocou:
- Alô.
- Você não vem?
- Como?
- André, você não vem?
- Acho que você ligou errado. Nâo é o André. Mas se quiser, posso ir, é só me dizer para onde...
- Engraçadinho!

Meia hora depois, ainda sem sono, resolveu se distrair um pouco:
- E aí, o André chegou?
- Ainda não, mas ele ligou dizendo o motivo do atraso...
- Qual o seu nome?
- Marcela, e o seu?
- Roberto.

E foi assim que se falaram pela primeira vez. Após alguns minutos de conversa, já haviam descoberto várias afinidades: o gosto pela música e por esportes, a paixão pela natureza. Mas também exisitiam diferenças: ela adorava comida japonesa, enquanto ele preferia uma boa massa.
- O André chegou, preciso ir.
- Posso te ligar de novo?
- Talvez...

Continuaram se falando e, um mês depois, já não havia mais André. Apenas os dois e a mais completa felicidade. E assim viveram por três longos anos.

O relacionamento não deu certo, mas até hoje, anos mais tarde, ainda se lembram com saudades daquele feliz engano.

Rafaela Marinho

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segunda-feira, 13 de setembro de 2004


Por que escrevo?

Não foram poucas as vezes que me fiz essa pergunta, sem nunca chegar a uma resposta com a qual eu me desse por satisfeita. Simplesmente não consigo entender porque sinto necessidade de pegar uma caneta e colocar meus pensamentos, minhas idéias no papel.

Todos criamos personagens, todos pensamos em situações pelas quais gostaríamos de passar, todos temos sentimentos. Noss cérebro vive em constante atividade e nos proporciona as mais variadas sensações. Mas por que apenas alguns dão vida a essas sensações?

Escrevo porque gosto. Essa é a primeira resposta que vem à mente de muitas pessoas que se deparam com essa pergunta pela primeira vez. Uma resposta simples, mas que diz muito. Mas eu também gosto de esquiar na neve. Então porque não estou em Aspen nesse exato momento, ao invés de estar deitada na minha cama, escrevendo?

Excrevo para aliviar as angústias do dia-a-dia. Outra boa resposta, mas também não serve. Não serve pois eu também escrevo após uma noite romântica ao lado da pessoa amada, após uma balada com os amigos ou até mesmo depois de um belíssimo por-do-sol na beira de uma lagoa. E não há nada de angustiante nisso.

Escrevo porque meus personagens são aquilo que eu gostaria de ser. Nem sempre... muitas vezes minhas histórias narram exatamente aquilo que eu não gostaria de vivenciar. Se tomarmos por base meus textos mais recente, por exemplo, eu não gostaria que um louco me amasse ao ponto de me matar (ver "Encontro marcado", bem como não gostaria de ver uma amiga minha ficando o carinha que gosto (ver "Invisível"). Não, essa também não é a resposta correta.

Escrevo porque quero compartilhar com o mundo as minhas idéias. Também é uma boa resposta, mas ainda não é completa. Poderia até ser se eu fosse responsável pelo editorial de uma grande revista. Mas não sou. Divulgo meus textos em um blog que pouquíssimas pessoas têm o endereço. E mesmo assim, não são todos os textos que escrevo.

Talvez responder a essa pergunta seja tão difícil quanto achar a aresposta da famosa indagação "para onde vamos depois da morte?". Ou talvez nem seja. Talvez eu tenha acabado de encontrá-la e ela esteja logo aí em cima, na junção de todas essas respostas. Ou talvez seja um motivo totalmente alheio, que eu não tenha me dado conta dele ainda... não sei.

A única coisa que sei é que enquanto eu não encontro a resposta, continuo aqui, vivendo minha vidinha, e escrevendo...

Rafaela Marinho

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quinta-feira, 9 de setembro de 2004


Terra Natal

Nossa terra diz muito sobre nós. Ela é parte de nossa identidade. Mesmo que nossos frutos sejam colhidos longe dela, é lá que fixamos nossas raízes. É na nossa terra onde a história de nossas vidas começa a ser escrita. Ela é o cenário dos primeiros atos do nosso espetáculo. E é a ela que recorremos quando algo dá errado.

Familiares, amigos, lugares favoritos, boas recordações. Histórias para contar, pessoas para reencontrar, antigos lugares a rever e novos a serem descobertos. Tudo é reconfortante quando estamos de volta à nossa terra. Tudo é mais aconchegante: a cama é mais macia, a comida é mais gostosa, o clima é mais agradável, mesmo que seja um calor escaldante ou um frio cortante.

Minha terra Natal, pequeno paraíso do mundo, iluminada pelo sol a maior parte do ano e colorida por canteiro de flores. Como é bom comer caranguejo e tomar cerveja na beira da praia, caminhar pelo calçadão, sentindo o ar mais puro das Américas, ver o pôr-do-sol na Lagoa do Bonfim, comer um crepe em Pipa, ir ao Seven ou ao Hooters (agora tem a Music também) e encontrar todo mundo, ver o sol nascer no Chapadão e saborear um delicioso Pittsbacon.

Como é bom sentir a umidade do ar e o calor do povo acolhedor. Como é bom rever a UnP, mesmo que eu não sinta saudades dela. Como é bom fumar um cigarro na varanda do meu quarto olhando as estrelas, mesmo que minha mãe ache ruim. Como é bom ver prédios com mais de 6 andares e esquinas.

Brasília, local onde moro. Cidade de clima seco, de povo apressado e impessoal. Sinônimo de muito trabalho e estudo. A mlehor qualidade de vida do país, com um dos mais elevados custos de vida. Berço das decisões. Terra da política, do poder. De poucos, mas verdadeiros amigos. Não importa o quão feliz eu seja e mesmo que seja parte dela, ela nunca será a minha terra... minha terra Natal.

Post-Scriptum: Fui passar o feriado em Natal e lá escrevi esse texto, no dia 5. Foi muito bom estar lá mais uma vez...

Rafaela Marinho

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terça-feira, 31 de agosto de 2004


POR ENQUANTO
(Renato Russo)


Mudaram as estações
Nada mudou
Mas eu sei que alguma coisa aconteceu
Está tudo assim tão diferente
Se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar
Que tudo era pra sempre
Sem saber que o pra sempre sempre acaba
Mas nada vai conseguir mudar
O que ficou
Quando penso em alguém só penso em você
E aí, então, estamos bem
Mesmo com tantos motivos pra deixar tudo como está
Nem desistir, nem tentar
Agora tanto faz
Estamos indo de volta pra casa
Mesmo com tantos motivos pra deixar tudo como está
Nem desistir, nem tentar
Agora tanto faz
Estamos indo de volta pra casa...


Não sei porque, mas essa música não sai da minha cabeça hoje...

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segunda-feira, 30 de agosto de 2004


O mundo... e nós

Estamos sempre querendo que as coisas à nossa volta melhorem. No entanto, não suportamtos os sacrifícios ou mudanças e nem nos esforçamos para que isso aconteça. Apenas desejamos que tudo caia do céu enquanto continuamos a comenter os mesmos erros.

Queremos ganhar na loteria sem ao menos termos jogado. Queremos um emprego melhor, mais reconhecimento, um salário maior, mas não buscamos essas conquistas, nem muito menos nos preparamos para elas. Ficamos, quase sempre, inertes e alheios às exigências da vida.

Cobramos dos outros aquilo que não fomos capazes de fazer, culpando a tudo e a todos por nossas próprias falhas. Tentamos preencher as lacunas alheias com as nossas idéias, mas não preenchemos as nossas próprias.

Esquecemo-nos, contudo, que o mundo só caberá nos nossos sonhos quando o modelarmos, com as nossas próprias mãos. Quando fizermos com que os nossos sonhos também caibam dentro dele, ajustando-os. Mais do que isso, nos esquecemos de que para tal é necessário muito tempo, força e determinação. Mas acima de tudo, é necessário amor e às vezes também dor e , o que nem sempre estamos dispostos a dar.

Rafaela Marinho

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sexta-feira, 27 de agosto de 2004


Lembranças

É impressionante o poder de uma simples música. Letra e melodia que se unem para nos transportar para uma outra dimensão. Idéias e sentimentos do autor que, como nós, sofreu, amou, se emocionou, se decepcionou, chorou.

Hoje, voltando para casa depois de uma reunião com amigos, me peguei ouvindo e cantando uma música antiga, que nem faz parte do repertório que gosto. E aquela música me fez voltar no tempo, para a época em que amei a pessoa mais especial de minha vida.

Mesmo sem fazer parte das minhas favoritas, houve uma ocasião em que a ouvi bastante (é uma história engraçada, qualquer dia eu conto). Ouvi tanto que comprei o Cd. Ah, o CD...

(...)

Agora a música está tocando, enquanto eu escrevo. E a cada palavra, novas emoções vão surgindo, novas lembranças. E a saudade aparece. De um tempo muito bom, mas que passou. De um sentimento muito intenso, que está adormecido. Um sentimento que me fez muito bem, mas me causou muito sofrimento também.

E a música começa a tocar de novo. Faz três anos que eu não o vejo. Acho que principalmente por medo de acordar esse sentimento adormecido. A vida é engraçada mesmo... quando fui à Natal em abril soube (só depois) que nós dois estávamos no mesmo lugar. Mas não nos encontramos. E digo que ela é engraçada porque eu quis esse encontro. E muito. Imaginei inúmeras vezes como seria reencontrá-lo. Mas não encontrei. A música está tocando pela terceira vez.

Agora estou aqui, escrevendo sobre ele. Relembrando, principalmente, aquele fim de semana maravilhoso em Pipa. Talvez ele até apareça em meus sonhos essa noite. Amanhã provavelmente acordarei leve, feliz. Mas não mais pensarei nele. Porque ele faz parte do meu passado. E o passado só volta em forma de lembranças... amanhã será o presente de novo...

E tudo isso por causa de uma música, que vou ouvir mais uma vez...

Post-scriptum: É muito difícil para o leitor que não conhece o autor saber o quanto dele existe em seus personagens. Nesse texto não há personagens. É apenas um desabafo. Sou apenas eu e minhas lembranças...

Post-scriptum 2: Nem achei que fosse ter coragem de publicá-lo.

Rafaela Marinho

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quarta-feira, 25 de agosto de 2004


Solidão ou O vazio

Deitada na minha cama, olho para o telefone ao meu lado, enquanto escrevo estas palavras, na esperança de que ele toque. Mas já é tarde... mais um dia se passou sem que nada de espacial acontecesse. Sem que ninguém tenha feito nada para diminuir a angústia que sinto. Por mais um dia, a solidão que corrói minha alma foi vitoriosa.

Depois de algumas poucas horas de descanso, minha rotina volta a predominar: trabalho, faculdade, estudo. Muitas pessoas ao meu redor. Conversas sobre tudo, e ao mesmo tempo sobre nada: cumprimentos, risadas, as últimas fofocas, o clima. Mas nada de especial. Nada que me toque, me sensibilize de verdade. Nada que me faça verdadeiramente feliz.

Ao anoitecer, volto pra casa e para a companhia da TV, dos livros, dos filmes e das músicas. Eles são bons companheiros: fazem-me viajar, conhecer mundos que não são o meu, pessoas as quais jamais imaginei que pudessem, de alguma forma, fazer parte da minha vida. O único problema é que essas pessoas não conversam: suas falas já foram escritas antes e elas não têm autonomia para mudá-las.

Ah, e o telefone... será que ele vai tocar? Ninguém sabe. Enquanto ele não toca vou tentando fazer com que minha existência seja, ao menos, prazerosa. E vou dormir de novo.

Rafaela Marinho

______________________________

"Pois só eu me conheço e só eu posso
Subir até àquela solidão
Onde me incenso, amo e realizo."

José Carlos Ary dos Santos

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segunda-feira, 23 de agosto de 2004


Liberdade ou independência

Quando eu morava em Natal, costumava ir para a praia, sentar em uma mureta próxima ao Forte dos Reis Magos, acender um cigarro mentolado e ficar olhando o mar. Gostava de ficar observando o vai-e-vem das ondas. Ficava me imaginando boiando no meio delas, deixando-me levar para onde elas quisessem. Aquilo me dava uma sensação de paz mas, principalmente, de liberdade.

Não foram propriamente as ondas do mar, foi a vida e as escolhas que fiz que me levaram para outras águas (que nem ondas têm, diga-se de passagem). Aquela liberdade tão almejada finalmente foi alcançada, porém não exatamente como eu a imaginava. Junto com ela vieram as responsabilidades, os prazos a serem cumpridos, as contas a serem pagas, os empregos a serem procurados.

Hoje, caminhando no calçadão de Copacabana, me peguei olhando novamente para as ondas do mar. E enquanto o vento frio secava meu rosto suado, senti novamente aquela sensação de liberdade. Mas dessa vez ela era diferente: não era inconseqüente como a de três anos atrás. Vi, então, que o que eu tanto desejava não era apenas liberdade. Essa, por si só, não leva a lugar algum. O que eu queria, na verdade, era independência, que finalmente estou conquistando.

Post-scriptum: Esse texto foi escrito em 13 de julho de 2004, na cidade do Rio de Janeiro.

Rafaela Marinho

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quarta-feira, 18 de agosto de 2004


Carta que nunca foi entregue

Meu amor,

Desde que você foi embora minha vida perdeu o rumo. Sinto muito a sua falta. Meu corpo já não obedece mais às minhas vontades. Parece que ele ganhou vida própria, independente da minha.

Meus olhos já não brilham mais com a mesma intensidade, nem mesmo quando as lágrimas insistem em por eles cair. Quando se fecham, meu cérebro teima em enviá-los imagens da nossa feliciade, dos momentos mais intensos do nosso amor.

Meu coração criou ao seu redor uma camada de gelo intransponível. Ele já não bate mais com a mesma alegria. Meu estômago não sente mais necessidade de alimento. Meus lábios não mais querem sorrir.

Meus braços e pernas já não atendem a comandos simples, como abrir uma porta, escrever, caminhar. Meus dedos têm preguiça de digitar.

E quanto a mim, vivo perdida nas nossas lembranças, em nossas músicas e filmes favoritos. Pego-me, sem querer, pensando em seu sorriso, suas mãos, sua voz. Revivo, a cada instante, os poucos meses que passamos juntos: nossas viagens, nossos domingos chuvosos, nossas festas, nossos momentos íntimos.

Há uma coisa, entretanto, que me dá forças para lutar contra todos os meus órgãos e continuar minha vida, agora tão menos importante. Por baixo da camada de gelo criada pelo meu coração, consigo sentir uma esperança. Esperança de que um dia você vai voltar...

Sua eterna.

Rafaela Marinho

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terça-feira, 17 de agosto de 2004


Pensamentos

Não consigo controlar meus pensamentos. Eles simpleslmente vêm à minha mente, misturando-se uns com os outros. Recordações tristes, momentos felizes que gostaria de viver, letras de música, trechos de filmes que vi, poemas antigos que li, sentimentos e sensaçoes que experimentei.

Geralmente eles vêm quando eu estou só: ora no carro, dirigindo, ora deitada, antes de dormir. Mas às vezes eles aparecem nos momentos menos oportunos, como no meio da tarde, trabalhando ou durante uma aula. E eles chegam de forma avassaladora, roubando toda a minha concentração.

Aí não tem jeito... o melhor a fazer, então, é pegar uma caneta e uma folha de papel e fazer com que eles deixem o limite da mente e ganhem vida, em forma de palavras. E começo a escrever... sem me preocupar com o que sai... apenas palavras... sem me prender a formailidades gramaticais, erros ou pontuação. Apenas tentando esvaziar minha mente.

O resultado nem sempre é satisfatório. Algumas vezes rasgo o papel, tamanha é a besteira nele escrita. Em outras, as palavras ficam lá registradas, em algum caderno, mas acabam se perdendo. No entanto, alguns dão resultado e o quie leio me agrada. É hora de ler outra vez com mais calma, corrigir erros, mudar algumas palavras... e publica-los.

Post-scriptum: Esse texto foi escrito durante uma aula chatíssima de Direito de Família sobre casamento. No início, achei que não valia a pena publica-lo, exatamente por não ter gostado muito, mas acabei por mudar de idéia. O final do texto não se aplica e ele próprio. Nenhuma alteração foi feita...

Rafaela Marinho


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"Quando não se sabe pensar, o que se diz também não faz muito sentido"
Jostein Gaarder - O dia do curinga

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segunda-feira, 16 de agosto de 2004


Invisível

Ela sempre foi a mais animada da turma. Organizava baladas, formava os casais, ajudava os namorados em crise a se reconciliarem, estava disposta a ajudar, a qualquer hora. Era querida por todos e, ao mesmo tempo, não o era por ninguém em especial. E isso a deixava triste...

Gênio forte, do tipo mandona, gostava de ler, de cinema, de boa música. Mas também adorava festas, curtição, barinhos, boates. Sabia que tinha um bom papo. Mas sabia também que seu jeito de ser muitas vezes afastava os homens. Geralmente eles não querem uma mulher de atitude. Para alguns, basta que ela seja do tipo gostosa.

O carinha novo da turma chamou sua atenção logo no primeiro dia, assim que foram apresentados. Não comentou com ninguém. Aprendera a guardar seus sentimentos, a não compartilhá-los. O curioso é que nenhum ds amigos nunca lhe perguntava sobre seu coração. Parecia que sabiam que esse era um assunto sobre o qual ela não gostava de falar, ou então nem lembravam que ela tinha um, e que ele podia estar batendo mais forte por alguém.

Ele não era bonito, mas estava lomge de ser feio. Apesar de não terem gostos muito parecidos, a conversa entre os dois era agradavél, fluia bem, não faltava assunto. Nunca demonstrou seu interesse. Tratava-o de forma especial, mas sem que os outros percebessem. Em pouco tempo, ficaram bastante próximos.

O fim do namoro de uma amiga o varreu de seus pensamentos. Queria estar por perto, confortá-la, chorar com ela, ou até mesmo por ela, se necessário. Não mediu esforços para ajudá-la a superar o momento complicado...

(...)

Balada marcada, turma toda avisada. A amiga ia sair pela primeira vez desde o término do relacionamento. O carinha também estava lá. A noite foi muito divertida: festa, zoeira, agito, badalação. música, gente... Tudo o que ela gostava. Até que, vindos do nada, apareceram o carinha e a amiga, se beijando. Ficou triste. Fo embora mais cedo. Ninguém notou. Em casa, sozinha, chorou.

Três dias depois, a amiga e o ex-namorado voltaram o relacionamento. Foi o carinha quem contou...

Achou melhor ficar uns tempos sozinha. Havia se fechado tanto que acabara tornando-se invisível...

Rafaela Marinho

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quinta-feira, 12 de agosto de 2004


Encontro marcado

Todos os dias ele a via passar. Sempre no mesmo horário, sempre pelo mesmo caminho, sempre usando a mesma roupa: o uniforme da perfumaria. Já fora visitá-la no trabalho algumas vezes. Apreciava o cheiro que o local exavala, uma mistura forte de várias fragrâncias. No entanto, jamais sentira nada melhor que o perfume que saia de sua pele, a qual ele não ousava tocar. Não antes da hora correta.

Não sabia ao certo em que momento o sentimento crescera ao ponto de sufoca-lo. Só sabia que havia se tornado escravo dela e que seu dia não era completo se não a contemplasse, mesmo que por alguns instantes. Gostava de esperá-la passar sentado no Café da Esquina, lendo o jornal, enquanto tomava um capuccino. Não conseguia entender o porquê de as pessoas preferirem ler o jornal pela manhã. O jornal da manhã traz as notícias de ontem, apenas o jornal da tarde traz as notícias de hoje.

Recordava-se de todas as vezes que algo de diferente ocorrera durante a passagem dela como, por exemplo, o anoitecer chuvoso, com a sombrinha azul; o diaem que passou apressada, com outra garota; quando caminhou lentamente, chorando. Mas foi o inusitado do encontro momentâneo de uns dias atrás que o fez decidir por criar coragem: ela estava acopmpanhada de um rapaz, e parecia feliz. Se eu não agir logo, não conseguirei mais.

Finalmente o dia chegou. Acordou cedo, excitado. A rosa e a caixa de bombons já estavam ao lado da cama, juntamente com o cartão. Simples e direito: Encontre-me no Café da Esquina ao final do dia. Coma o primeiro bombom apenas quando estiver lá. Chegarei em seguida.

Tinha certeza de que a curiosidade tipicamente feminina a levaria ao café. Esperou anciosamente, porém com a paciência que o momento exigia. Era o dia mais importante de sua limitada existência. Fez com que os presentes fossem entregues a ela no meio da tarde. Assim, não terá muito tempo parar pensar.

À hora marcada, ela chegou. Trazia consigo a rosa e os bombosn. Sentou-se e abriu a caixa cuidadosamente. Ele observou-a comer o doce e sentou-se no momento em o rosto dela começava a ficar pálido e o ar já não conseguia chegar aos seus pulmões. Observou, em êxtase, cada expressão de sua face, até o momento em que a alma abandonou o corpo dela, deixando-o inerte. A cabeça inclinou-se, o queixo para baixo. Foi quando, finalmente, tocou-lhe as mãos. Mãos delicadas e macias, agora já sem vida. Não podia deixar que meu amor por ela me destruísse, tive que destrui-lo antes.


Rafaela Marinho

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"Todos nós matamos em pensmamento mas só o autor, esse monstro, põe seus crimes no papel, e os publica".
Luiz Fernando Veríssimo - O Clube dos Anjos - GULA
Coleção Plenos Pecados

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segunda-feira, 9 de agosto de 2004


Homenagem (atrasada) aos pais

Coruja, chato, amigo, íntegro, brincalhão, autoritário, conservador, ídolo, companheiro, pão-duro, gentil, orgulhoso, apaixonado, chorão, ciumento, herói, benevolente, trabalhador, verdadeiro, estressado, leal, caridoso, guerreiro, justo, questionador, rude, sonhador, omisso, barrigudo, amável, perna-de-pau, careca, namorador, inteligente, moderno, honesto, conciliador, carinhoso, defensor, especial, feliz... amor.

As qualidades explicam-se por sí só. Os defeitos... esses nos fazem ver a árdua missão missão que eles têm na vida: ser pai. E faz com que os amemos mais e mais por isso...

Rafaela Marinho

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sexta-feira, 6 de agosto de 2004


ESSE AMOR
(Dan Torres)

Essa noite não tem hora o sol vai esperar
Nossos corpos conversando
Sem a gente nem falar
E agora eu sei o que é amor
É tudo que eu vejo em seu olhar
Eu já entendi, eu já sei porque eu tô aqui
Pra amar você
Esse amor não tem palavras
Nem explicação
Mas não é preciso
Um sorriso sem querer
Te amo sem medo
É se entregar
É respirar
Vou ouvir teu silêncio
Você perto de mim
Te beijar sem descanso
O amor que não tem fim
Eu não sei viver se for sem você
Meu mundo hoje está em suas mãos


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quarta-feira, 4 de agosto de 2004



Insônia

Visita inesperada. Chega sem avisar. Instala-se em nossas mentes, levando consigo não apenas o nosso sono, mas os nossos momentos de maior tranquilidade. Anda sempre acompanhada de um turbilhão de sentimentos, que vão desde a alegria mais intensa já vivida ao receio de que nossos segredos mais íntimos sejam revelados, passando por outros menos importantes, como o medo de adormecer e perder a hora.

Não tão educada, insiste em ficar, mesmo quando gentilmente convidada a se retirar. Na tentativa de fazê-la ir embora, travamos uma verdadeira batalha, na qual usamos todas as nossas armas e estratagemas: TV ligada sem som, um bom livro, ou até um bem chato, do tipo que "dá sono", papel e caneta, a fim de transpor todos os pensamentos para a tinta, na tentativa de esvaziar nosso cérebro.

Quando já não nos resta mais forças, simplesmente deitamos, apagamos a luz e ficamos a esperar que ela se canse e parta. Irritamo-nos por não conseguir pensar em nada que a espante. É quando nos viramos de um lado para o outro da cama. Até que ela se cansa, e vai embora quando lhe convém. Mas ainda assim achamos que vencemos a batalha!

E finalmente o sono chega. Só que ele também não vem só. Pela janela fechada podemos ver que trouxe consigo os primerios raios de sol. Exaustos pela luta travada contra a insônia, nos rendemos. Mas já é hora de levantar e enfrentar um novo dia que se inicia...

Post-scriptum: Terminei de escrever esse texto às 4:32h de hoje. Como não queria acordar minha prima que dormia na cama ao lado, a única iluminação que usei foi a do telefone celular (tendo que ficar apertando as teclas constantemente, para que a luz não apagasse). Por sorte, ainda consegui dormir um pouco mais antes de me levantar às 6:30h, para ir à faculdade.

Rafaela Marinho
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"A manhã se aproxima e é sempre duro
quando sol rompe a treva e inunda o escuro
de um sono que nem mesmo aconteceu"

Reynaldo Valinho Álvares

:: Enviado por rafaelamarinho - 15:18:45 ::
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Decidi, mais uma vez, iniciar um novo blog. Não sei ao certo o que aqueles que vierem visitar poderão aqui encontrar. Pequenos contos, idéias, sentimentos meus, pensamentos, crônicas, sentimentos criados para um personagem qualquer, ou apenas palavras soltas que se uniram, na entativa de fazer algum sentido. Não sei quanto tempo vai durar, se dará certo, com que freqüência será atualizado. Só sei que estou em um momento da minha vida em que as palavras insitem em saltar da minha cabeça e vão parar, inexplicavelmente, no papel. Vencendo a minha timidez, optei por não deixá-las largadas em um caderno ou em uma pasta qualquer, mas em dividi-las com o mundo...

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"As palavras são apenas pedras postas a atravessar a corrente de um rio, se estão ali é para que possamos chegar à outra margem, a outra margem é que importa"
José Saramago - A caverna

:: Enviado por rafaelamarinho - 13:22:48 ::
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